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Guia de biofeedback: como ler HRV, HEI e frequência cardíaca na terapia
Este guia explica, em linguagem direta, o que o EasyOS mede, o que cada métrica significa e como esses sinais viram decisão de cuidado no Prontuário VIVO — sem transformar número em diagnóstico.
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação, diagnóstico ou conduta de profissional de saúde.
1. O que é biofeedback (e o que é Biocontext)
Biofeedback é devolver ao corpo a leitura do próprio corpo. Sinais fisiológicos — frequência cardíaca, variabilidade entre batimentos, tônus, resposta emocional — são captados de forma passiva por câmera do celular (FingerSnapshot), wearables pareados ou telemetria, e traduzidos em algo perceptível: uma cor, um ritmo, um convite de pausa.
Biocontext é a outra metade. Um número fisiológico sozinho não diz nada: 110 bpm correndo é saúde, 110 bpm sentado em sala de aula é sobrecarga. O Biocontext mapeia ruído ambiental, iluminação, transições de tarefa e variação de rotina para dar sentido ao sinal.
No EasyOS os dois fluxos correm juntos e continuamente — por isso a leitura é longitudinal, não um exame isolado.
2. As métricas principais e o que elas querem dizer
| Métrica | Como é captada | Como se lê |
|---|---|---|
| Frequência cardíaca (FC) | PPG pela câmera do celular (FingerSnapshot) ou wearable pareado por Bluetooth LE. | Sinal bruto de ativação. Só ganha significado comparado à linha de base da própria pessoa naquele contexto. |
| HRV (RMSSD) | Variação entre batimentos consecutivos; leitura pareada de 60 s dá a linha de base mais confiável. | Capacidade de recuperar-se. Subindo: regulação preservada. Caindo de forma sustentada: carga acumulada, sono ruim, sobrecarga sensorial. |
| HEI | Índice composto: amostras de FingerSnapshot ao longo do dia + HRV + FC + contexto. | Presença e engajamento existencial. Lê-se por tendência (dias e semanas), não por leitura única. |
| Índice de Carga Sensorial (ICS) | Ruído e luz do ambiente (Biocontext) cruzados com elevação fisiológica. | Antecipa sobrecarga antes da manifestação comportamental — permite a pausa preventiva em vez da contenção depois. |
| Foco sustentado | Telemetria do EasyBrowser e da extensão Companion durante navegação atenta. | Atenção conjunta e hiperfoco em tarefas pedagógicas e artísticas. |
| Padrão de Co-Regulação (PCR) | Frequência de FingerSnapshots com acalmamento facilitado por um cuidador. | Qualidade do vínculo e progresso em direção à autonomia. |
3. Amostragem: quantas leituras por dia
A linha de base é pessoal e se constrói por repetição. A referência do EasyOS:
- 3 a 5 leituras/dia — mínimo para uma linha de base utilizável.
- 6 a 8 leituras/dia — ideal para ver ritmo, transições e co-regulação.
- Distribua nos momentos que importam: ao acordar, antes e depois de transições (escola, terapia, tela) e antes de dormir.
Uma leitura pareada de 60 s vale mais que dez leituras apressadas: RMSSD precisa de janela estável.
4. Como o biofeedback realimenta o Prontuário VIVO (H2H)
- Coleta passiva. A pessoa vive a rotina — casa, escola, navegação protegida. Nada de sessão de laboratório.
- Predição do Dr. Gordon. O agente identifica desvios da linha de base e sugere micro-interações de acalmamento.
- Tradução da Teresa. A prescrição clínica vira convite leve: um check-in, um respiro, um FingerSnapshot no momento certo.
- Consolidação profissional. Os dados aparecem como correlações no Dossiê Pré-Consulta e nos Rounds Multidisciplinares H2H — nunca como número solto para a família.
5. Biofeedback aplicado à terapia
Na prática clínica e educacional, biofeedback é usado para treinar autorregulação: respiração lenta e ritmada, pausas sensoriais, ancoragem imersiva. O ganho não está no número, e sim na pessoa reconhecer o próprio estado antes da crise — e no cuidador aprender qual gesto funciona.
No eixo do cuidado autônomo (NCA), a jornada de 14 dias vai de sintonização da linha de base a padrões de co-regulação, ritmo e maturidade — sempre com leitura descritiva, sem diagnóstico.
6. Perguntas frequentes
Biofeedback dói ou é invasivo?
Não. No EasyOS a captação é óptica (dedo sobre a câmera com luz suave) ou por wearable já em uso.
HRV baixa significa doença?
Não. Significa menor margem de recuperação naquele momento. O que importa é a tendência comparada à sua própria linha de base.
A criança vê os próprios números?
Não. A interface traduz estado, não expõe dado bruto; o Prontuário VIVO é restrito a profissionais e ao responsável.